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Vagina fechada

Existem três situações totalmente diferentes.


1) Sinéquia dos pequenos lábios

É uma aderência entre os pequenos lábios da vagina, tapando o introito vaginal. É muito frequente na infância e muito fácil de resolver, no consultório do especialista: depois da aplicação de uma pomada anestésica, os pequenos lábios são descolados com uma pequena tracção. Depois, é preciso aplicar uma pomada antibiótica e anti-inflamatória, para impedir que os pequenos lábios voltem a colar, durante o processo de cicatrização. A solução é semelhante à usada para as aderências balanoprepuciais dos rapazes.

2) Himen não perfurado

O himen não tem qualquer abertura
e não deixa drenar as secreções normais vaginais, com acumulação. Essa acumulação pode infectar.

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Himen não perfurado
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Himen não perfurado
   

Sem tratamento, vai haver acumulação de secreções na cavidade vaginal (hidrocolpos) ou na cavidade vaginal e útero (hidrometrocolpos). Ao atingir a menarca o sangue menstrual acumula-se na vagina e no útero (vista, em corte, dessa acumulação).

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Sem tratamento, vai haver acumulação de secreções na cavidade vaginal (hidrocolpos) ou na cavidade vaginal e útero (hidrometrocolpos). Ao atingir a menarca o sangue menstrual acumula-se na vagina e no útero (vista, em corte, dessa acumulação).
   

O tratamento, numa fase inicial, é simples, consistindo numa incisão cirúrgica do hímen sob anestesia tópica.

3) Atrésia da vagina

Esta é uma situação muito grave, em que a vagina não se desenvolveu e não existe comunicação entre o exterior e a cavidade uterina. Aqui é necessária uma cirurgia complexa para construção
de uma vagina. Se o problema não for identificado e tratado até à puberdade, os fluxos menstruais não podem ser drenados, acumulam-se na cavidade uterina e no início da vagina, com grandes dilatações e estragos estruturais de difícil recuperação. Pode estar associada a outras malformações congénitas.